quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Die Walkürer


2009 chega ao fim...esta será, provávelmente, a última mensagem publicada,este ano.Tinha pensado terminar com Richard Strauss, mais conhecido pelas valsas, menos por outras obras de enorme fôlego, profundo talento e eivadas de um espírito maçónico indiscutível.Mas...o fim do ano,significa, não sómente o terminar de um ano civil, mas, também, um exemplo do que a vida é: um ciclo perpétuo, que se renova, como uma humilde nora, que, rodando interminávelmente, transporta a água, indispensável à vida, num movimento simples e no entanto, complexo como o universo. A água, fresca, suave e leve, como as águas cantantes de um regato, saltitando por entre as pedrinhas, numa tarde quente de verão, leva-nos a entender como, perdidos num deserto ardente, podemos encontrar o oásis da sabedoria...
No entanto,em vez de Richard Strauss, outro Richard, Wagner no caso, é o compositor da extraordinária peça musical que escutamos:" A Cavalgada das Valquírias", conhecida por ter sido usada num filme de Coppola,mas ilustre desconhecida para muitas pessoas,como integrante de uma ópera... Oito Valquírias encontram-se, no cume de uma montanha, cada uma transportando um herói,morto...Eis que chega Brünnhilde, trazendo consigo uma mulher, viva!!
Um ano que termina...uma promessa de vida que começa...
Assim seja 2010: uma promessa de vida, de liberdade, de amor fraterno entre os Homens...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

La Forza del Destino


Thaïs, antes do Natal, recordou a necessidade de meditar e agora que os últimos dias de 2009 se aproximam, velozmente, mais do que nunca, devemos seguir o seu exemplo e meditar no que foi a nossa vida, as nossas atitudes, s nossos comportamentos, ao longo destes doze meses. Urgentemente necessitamos de meditar na "força do destino": o destino é determinante? Ou o destino está nas nossas mãos? Seja como for, só ouvindo o nosso coração poderemos seguir, ou controlar, o nosso destino. Verdi, com toda a sua mestria e todo o seu génio, foi capaz de, como poucos, nos transmitir esse facto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Thaïs


O tempo antes da noite de Natal é - devia ser - um momento de meditação. Como tal, nada melhor do que este fragmento da ópera Thaïs, de Massenet, compositor injustamente esquecido pelo grande público, ainda que, quase, qualquer pessoa conheça trechos das suas obras. A sensibilidade de Massenet e o virtuosismo de Itzhak Perlman, transportam-nos, fácilmente, para um templo, no antigo Egipto...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Conforto


Palestrina


O Hannukah já terminou, o Inverno já se instalou no hemisfério Norte ( e chegou forte, com frio e chuva e vento...)... estamos, igualmente, no momento de mudar, um pouco, os trechos musicais aprsentados.Hoje, regressamos ao século XVI, e a um compositor muitas vezes esquecido: Giovanni Palestrina. Na voz dos elementos do Westminter Cathedral Choir, duas demonstrações do génio do mestre: "Hodie, Christus natus est" e uma "Gloria in excelsis,Deo".

Wood Box





Mais um exemplo de arte. Não expressa na tela, mas na "humilde caixa de madeira", que se transfigura e ganha vida, "alma", expressividade...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vienna Boys Choir


Dos desenhos animados, passamos para uma das mais belas interpretações que conheço de "The Little Drummer Boy", pelo coro dos meninos de Viena.Basta escutar, para ficarmos encantados. Para quem quiser aqui fica a letra:
The Little Drummer Boy

Come they told me
Pa rum pum pum pum

A new born King to see
Pa rum pum pum pum

Our finest Gifts we bring
Pa rum pum pum pum

To set before the King
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

So to honor Him
Pa rum pum pum pum
When we come

Little Baby
Pa rum pum pum pum

I am a poor Boy too
Pa rum pum pum pum

I have no Gift to bring
Pa rum pum pum pum

That's fit to give our King
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

Shall I play for you
Pa rum pum pum pum
On my drum
Then He nodded
Pa rum pum pum pum

The Ox and Lamb kept Time
Pa rum pum pum pum

I played my Drum for Him
Pa rum pum pum pum

I played my Best for Him
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

Then He smiled at me
Pa rum pum pum pum

Me and my Drum
( Me and my drum )

Me and my drum
( Me and my drum )

Me and my drum

Me and my drum
( Me and my drum )

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

1939


1939 - 2009 Passados 70 anos, a actualidade desta pequena maravilha da animação permanece. Nunca, como actualmente, a demonstração da estupidez humana é tão premente, tão necessária, tão importante!
Não bastando a chacina diária, de seres humanos, pelas razões mais hipócritas, para defender interesses inconfessáveis, para impor interesses económicos, dedicamo-nos, actualmente, a "destruir alegremente" o planeta em que vivemos. No Pacífico já há populações a sofrer com a subida das águas. Aqui, na Europa, temos tend~encia a pensar que o que se passe em Tuvalu, ou em Tonga, ou outro país "esquisito", não nos diz respeito, mas o que está acontecendo com eles, agora, é o risco que nós mesmos corremos, num futuro não muito distante.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Coro della Cappella Sistina


Embora com ligeiro atraso, retomo as interpretações Natalícias. Hoje, escutamos Adeste Fideles numa versão do Coro della Cappella Sistina.
A imagem é de "Entrega das chaves a S.Pedro", de Pierugino.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Hannukah


Ao longo dos séculos, não só os Romanos, ocuparam a Palestina.Pelo segundo século AC,os ocupantes eram os Gregos, do império Seleucida,e contra eles se levantou Judas Macabeu, que liderou uma revolta, culminando na recuperação da cidade de Jerusalém.
Uma das mais importantes e urgentes tarefas,era a rededicação - a reconsagração - do Templo. Um dos passos necessários consistia em reacender a lâmpada de óleo consagrado, a "chama eterna", sempre acesa, consoante a ordem Divina,contada no Livro do Levítico:"O fogo arderá continuamente sobre o altar; näo se apagará."( 6:13),mas o óleo sagrado que restava apenas chegaria para um dia.No entanto,apesar desse facto,a lâmpada foi acesa.
Esta a razão da festa do Hannukah, pois o pouco óleo ardeu oito dias consecutivos, permitindo que novo óleo fosse preparado e consagrado.
Assim, ao longo dos séculos, na festa das luzes,se usa um candelabro com nove braços, chamado Menorah,no qual se acende uma vela por cada um dos oito dias, velas que são acesas por uma nona vela,que serve, apenas, para esse efeito.
Neste ano de 2009, o Hannukah, inicia-se em 12 de Dezembro e prolonga-se até ao dia 19.
Convidando para a festa das luzes, escutemos uma tradicional e alegre canção, de origem Sephardi,referente ao Hannukah, cantada por Avraham Perrera, numa língua quase esquecida: o Ladino.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

John Donne


John Donne, escritor e pensador dos séc.XVI/XVII, é reconhecido, principalmente, pelo seu texto "Nenhum homem é uma ilha", imortalizado por Hemingway em "Por quem os sinos dobram", mas, também foi o autor do curto poema abaixo reproduzido, que, penso, será bem acompanhado pela voz de Barbara Bonney, interpretando uma versão de "Ave Maria", composta por Franz Schubert.
Nativity a Christmas Poem


Immensity cloistered in thy dear womb,
Now leaves His well-belov'd imprisonment,
There He hath made Himself to His intent
Weak enough, now into the world to come;
But O, for thee, for Him, hath the inn no room?
Yet lay Him in this stall, and from the Orient,
Stars and wise men will travel to prevent
The effect of Herod's jealous general doom.
Seest thou, my soul, with thy faith's eyes, how He
Which fills all place, yet none holds Him, doth lie?
Was not His pity towards thee wondrous high,
That would have need to be pitied by thee?
Kiss Him, and with Him into Egypt go,
With His kind mother, who partakes thy woe.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

The Three Kings

Aceitando a "cronologia" referente ao Natal, por esta altura já os Reis Magos se dirigiam para a Judeia, seguindo a estrela que indicava o caminho.Assim, acompanhemos a viagem dos três sábios, nas palavras de Longfellow, e escutemos Dinah Shore cantando "Oh little town of Bethlehem", numa gravação, originalmente gravada pelos anos de 1940, em plena II Guerra Mundial...
The Three Kings
Three Kings came riding from far away,
Melchior and Gaspar and Baltasar;
Three Wise Men out of the East were they,
And they travelled by night and they slept by day,
For their guide was a beautiful, wonderful star.

The star was so beautiful, large and clear,
That all the other stars of the sky
Became a white mist in the atmosphere,
And by this they knew that the coming was near
Of the Prince foretold in the prophecy.

Three caskets they bore on their saddle-bows,
Three caskets of gold with golden keys;
Their robes were of crimson silk with rows
Of bells and pomegranates and furbelows,
Their turbans like blossoming almond-trees.
And so the Three Kings rode into the West,
Through the dusk of the night, over hill and dell,
And sometimes they nodded with beard on breast,
And sometimes talked, as they paused to rest,
With the people they met at some wayside well.

"Of the child that is born," said Baltasar,
"Good people, I pray you, tell us the news;
For we in the East have seen his star,
And have ridden fast, and have ridden far,
To find and worship the King of the Jews."

And the people answered, "You ask in vain;
We know of no King but Herod the Great!
"They thought the Wise Men were men insane,
As they spurred their horses across the plain,
Like riders in haste, who cannot wait.

And when they came to Jerusalem,
Herod the Great, who had heard this thing,
Sent for the Wise Men and questioned them;
And said, "Go down unto Bethlehem,
And bring me tidings of this new king."

So they rode away; and the star stood still,
The only one in the grey of morn;
Yes, it stopped --it stood still of its own free will,
Right over Bethlehem on the hill,
The city of David, where Christ was born.

And the Three Kings rode through the gate and the guard,
Through the silent street, till their horses turned
And neighed as they entered the great inn-yard;
But the windows were closed, and the doors were barred,
And only a light in the stable burned.

And cradled there in the scented hay,
In the air made sweet by the breath of kine,
The little child in the manger lay,
The child, that would be king one day
Of a kingdom not human, but divine.

His mother Mary of Nazareth
Sat watching beside his place of rest,
Watching the even flow of his breath,
For the joy of life and the terror of death
Were mingled together in her breast.

They laid their offerings at his feet:
The gold was their tribute to a King,
The frankincense, with its odor sweet,
Was for the Priest, the Paraclete,
The myrrh for the body's burying.

And the mother wondered and bowed her head,
And sat as still as a statue of stone,
Her heart was troubled yet comforted,
Remembering what the Angel had said
Of an endless reign and of David's throne.

Then the Kings rode out of the city gate,
With a clatter of hoofs in proud array;
But they went not back to Herod the Great,
For they knew his malice and feared his hate,
And returned to their homes by another way.

domingo, 6 de dezembro de 2009

"Twas the night before Christmas"


O Pai Natal, vestido de vermelho, barba branca, anafado, que convive connosco em cada Natal, tém sido atribuido, em termos criativos, á Coca-Cola, mas...é um pouco mais antigo.Remonta a 1822, quando Clement Moore, escreveu o poema "Twas the night before Christmas" - também conhecido como "A visit from St.Nicholas" - com o objectivo de o ler aos seus muitos filhos, na véspera de Natal.Foi baseado nesse poema que um ilustrador,algum tempo mais tarde, "criou", gráficamente, o "Pai Natal",que foi,subsequentemente, utilizado pela dita empresa de refrigerantes...
" A visit from St.Nicholas"
Twas the night before Christmas, when all through the house
Not a creature was stirring, not even a mouse.
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St Nicholas soon would be there.

The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar-plums danced in their heads.
And mamma in her ‘kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter’s nap.

When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters and threw up the sash.

The moon on the breast of the new-fallen snow
Gave the lustre of mid-day to objects below.
When, what to my wondering eyes should appear,
But a miniature sleigh, and eight tinny reindeer.
With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and called them by name!

"Now Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!
On, Comet! On, Cupid! on, on Donner and Blitzen!
To the top of the porch! to the top of the wall!
Now dash away! Dash away! Dash away all!"

As dry leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky.
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of Toys, and St Nicholas too.

And then, in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St Nicholas came with a bound.

He was dressed all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnished with ashes and soot.
A bundle of Toys he had flung on his back,
And he looked like a peddler, just opening his pack.

His eyes-how they twinkled! his dimples how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard of his chin was as white as the snow.

The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face and a little round belly,
That shook when he laughed, like a bowlful of jelly!

He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laughed when I saw him, in spite of myself!
A wink of his eye and a twist of his head,
Soon gave me to know I had nothing to dread.

He spoke not a word, but went straight to his work,
And filled all the stockings, then turned with a jerk.
And laying his finger aside of his nose,
And giving a nod, up the chimney he rose!

He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle.
But I heard him exclaim, ‘ere he drove out of sight,
"Happy Christmas to all, and to all a good-night!"

St.Thomas Choir


Escutemos "Stille Nacht",numa belíssima versão dos St.Thomas Boys Choir.

Gustave Doré


A ilustração "Vépera de Natal" é de Gustave Doré e embora não tenha presente a figura do "Pai Natal" nem por isso perde a "magia" Natalícia...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Natal



O Natal aproxima-se rápidamente.Em breve tentarei publicar algumas ideias pessoais acerca do Natal, mas, para já, tentarei, desde hoje e até à "festa dos Reis",apresentar
canções e temas musicais relacionados com o Natal, se possível todos os dias.
Começamos com "Oh little town of Bethlehem",numa interpretação dos "King's Singers".

Novo QSL



QSL da RTBFi,recebido em 2009-12-04

sábado, 7 de novembro de 2009

Listas


O Weblog apresenta uma lista dos blogse Web sites mais vistos/visitados em Portugal.Naturalmente senti alguma curiosidade em tentar encontrar o "Memórias eNovidades"...
Evidentemente,iniciei a "pesquisa" pelo fim da lista,já que o "Memórias" tem pouco tempo de existência,e nem sequer é actualizado com muita regularidade.
Assim,munindo-me da indispensável paciência,lá comecei a procurar,a partir do número 2048 para trás...subindo,subindo,subindo,até surgir a dúvida:"será que,realmente,me vou encontrar?"... ~
E não é que me "encontrei"...
Um "fabuloso" milésimo septuagésimo lugar!!!(1070,para o caso de não ter conseguido escrever correctamente o milésimo...)
Entalado entre o "http://www.magnotico.blogspot.com/" e o "Absinto"(este último,muito recomendável,da autoria do escritor Rui Herbon),portanto,em boa companhia.
Pensei:"agora que já estás satisfeito,em que "sabes que existes" na blogosfera,podes,tranquilamente,seguir adiante,com outras tarefas quotidianas".
Mas,"hélas",nova questão se agigantou no meu atormentado cérbero,fruto,talvez,de tantas sondagens,listagens,e outras que tais "agens"com as quais somos,todos os dias,bombardeados:"mas,afinal,quais são as páginas mais vistas/visitadas em Portugal?"
"Fui ver",se me é permitida a paráfrase a Augusto Gil.
Finalmente,a descoberta:
Em 1º lugar,temos o "Obvious",que me pareceu uma página com elevado profissionalismo,com versão em Inglês(pelos vistos DUAS versões,já que no topo direito da página se podem observar as bandeiras dos Estados Unidos da América e do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte,para além da palavra "English").Apresenta-nos importantes notícias como as novas pestanas postiças iluminadas com leds,e ficamos a saber que o museu guggenheim(assim mesmo,com letra pequena...)completou cinquenta anos de existência.
Compreensívelmente,páginas como o "Abrupto" ou o"31 da Armada" encontram-se,bravamente pelejando,nos primeiros sessenta,mas com algum atraso em relação a páginas com maior interesse ,como "Gatas QB", "Vai5" ou "Mini-saia",em que,por exemplo,nos apresentam as preciosas "Dicas de beleza da Muxy-Muxy".
Em 2º encontramos as notícias da PSP( Play StationPortable,porque a nossa PSP,Polícia de Segurança Pública,parece não merecer tanto interesse).
Em 3º um site "Portugal series" em que,se consegui entender,se descarregam,ou visualisam,filmes e episódios de "séries" de TV.
Em 4º lugar temos o "Twilight Portugal",que nos dá vídeo-reportagens como "Kennan na loja Louis Vuitton"ou "Os nove minutos(intensos)de Lua Nova",onde fiquei a saber algo mais,mas não sobre o nosso satélite natural.
Finalmente,em 5º lugar,o "Lista 10"(e lá vamos nós às listas),que nos apresenta,informações de interesse fundamental como "As 10 melhores cidades do mundo para os gays viverem",com San Francisco na liderança,ou"10 coisas que bombaram na net(Outubro)".Embora em modesto terceiro lugar,não pude deixar de reparar no título "Pegadinha realizada na televisão japonesa",que nos conduz para um vídeo do Youtube,merecedor de comentários demonstrativos de elevada inteligência,como:"kkkkkkkkkkkkkkkkkk very good!"(reconfirmei a contagem: são mesmo 18 kapas).
Corolário: controlar a curiosidade,porque,realmente,se a curiosidade não mata,pelo menos desmoraliza muito...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fado


" O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava."

A beleza pungente das palavras de José Régio acende as chamas amodorradas no coração de um velho marinheiro,trespassa o coração como lâminas de gelo, que queimam com o seu frio,relembra dias cinzentos, tristes, nostálgicos. Mas essa é a singela grandeza do marinheiro:velar na amurada, triste, mas cantando. Cantando o Sol que nasce, a luz nas águas inquietas, que mudam de côr em cambiantes inúmeros, nas ondas alterosas e na calmaria, no clarão verde, ao pôr-do-Sol, no Pacífico Sul,nas maravilhas imensas que passam diante da proa, no sal nos lábios que faz sede, nos olhos cansados...cantando a liberdade sem limites, sem amarras, a não ser a dos cais onde se aporta.
Mas cantando, igualmente, a canção do regresso, do retorno ao aconchego, à Mátria que nos acolhe no seu colo, e para a qual voltamos, como meninos perdidos, ansiosos do seu carinho e da sua ternura.

Xadrez


Os caminhhos da "Blogosfera" são estranhos,ínvios e imprevisíveis,imagem do nosso quotidiano,em que raramente acontecem boas surpresas.Mas,algumas,poucas vezes,elas aparecem..."malhas que o império tece"...
Poucos dias atráz,encontrei um blog de um antigo correlegionário da minha curta pasagem pelo mundo do Xadrez competitivo:Arlindo Vieira,"aleator scacorum emeritus",homem de jogo decidido,opinião forte,amante de uma boa conversa.
(Re)encontrá-lo,foi,não só,descobrir que,afinal,após tantos anos,ainda se recordava de mim: ("...Deixa lá ver se me lembro: óculos,ás vezes barba aloirada e riso...gostavas de rir "como o caraças".Sabes que ainda guardo uma partida que joguei contigo, durissima com adiamento e tudo!?..."),foi,principalmente(e muito mais importante)descobrir um Homem que não tem medo das palavras,que expressa o pensar e o sentir,que se orgulha da sua história,da sua vivência,e de como ela resultou numa pessoa que pensa com a cabeça,mas que sente com o coração.
Incluir as páginas de Arlindo Vieira nos "Sites Amigos" é uma honra para o "Memórias e Novidades"!
Permito-me reproduzir um excerto de um texto publicado no "Existente Instante":

"Minha querida mãe do teu olhar sorriso, do teu dom de adivinhar, da tua franqueza do falar directo, da tua emoção sensível! Minha mãe de há poucos dias em minha casa quando te comecei a ler extractos desta Historia de vida relacionados com a pensão, os avó, eu menino e, de olhos brilhantes de emoção e alegria expectante, perguntaste num sussurro musical se tinha valido a pena: "Valeu a pena, não valeu? Não foi assim tão má a tua vida, pois não, meu filho?". Disse-te que estava ali a tua frente, sem casa própria, sem carro, sem dinheiro no banco, mas com a minha mulher, os meus filhos, dois gatos, milhares de livros e discos…e era feliz ! Percebeste a resposta! À saída, disseste a rir perante a minha mulher, mas alto para eu ouvir, que gostavas de me dar um beijo, mas que eu não gostava de beijos! Passados uns dias, mostrei-te que não era verdade, um beijo do fundo da mi­nha alma e um abraço de segundos, selaram o meu valeu muito a pena! Foste dos primeiros campos onde lavrou a minha felicidade! Se valeu a pena, mãe linda!? Deo Gratias por seres minha mãe!!"

Um Homem,que sente com o coração...

Para lêr,relêr e meditar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chuva

"Quem poderá proibir estas letras de chuva"

Apesar do Sol destes últimos dias,por várias razões,o meu coração tem sentido aquele "aperto" típico dos dias cinzentos,chuvosos,abúlicos,em que olhamos a chuva que cai,e escorre pela vidraça da janela,como se as suas gotas fossem uma forma de a natureza compartilhar as lágrimas,que,muitas vezes,não temos a coragem de deixar cair.Em contraponto,hoje,ao fim do dia,sentiram-se os primeiros pingos de chuva,prenunciadores de um Outono que tarda em chegar,mas o meu coração está mais leve...e a memória relembra a angústia nas palavras da "Canção simples",de Adriano Correia de Oliveira,mas,também,"Aprés la pluie",de Erik Satie,que nos dá uma das mais "românticas" composições do mestre...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Halaris


O trecho musical "Hino ao Sol",foi composto por Christodoulos Halaris,músico e investigador da antiga música grega,conseguindo recriar,nas suas composições,toda a estética
da Grécia Clássica.Ao escutar,somos transportados ao passado,de regresso ao tempo onde Deuses e Homens se misturavam,partilhando grandezas e dificuldades...mas,ao mesmo
tempo,a sua sonoridade,ajuda-nos a caminhar por entre as estrelas.

Andrómeda


"Perseus libertando Andrómeda"
G.Vasari Séc.XVI

Lendo a informação da NASA,e observando a beleza
pungente das estrelas da constelação de Andrómeda
não pude deixar de me recordar da história de Andrómeda,
de beleza inigualável,e de Perseus.Por ele foi salva do
monstro Cetus,e com ele viveu,em Argos.Os perigos
enfrentados por Perseus,acumulam-se, até o Herói
crescer,em valentia e discernimento,para,com o auxílio
da sua inteligência,de Pegasus - o cavalo alado -,e da
cabeça de Medusa,derrotar Cetus.
A história de Andrómeda e de Perseus mostra-nos como
o Amor nos leva a enfrentar,e vencer,inúmeros perigos,
tema fértil na mitologia Grega.
Seu filho Perses terá dado orígem aos povos Persas.

Athena,colocou a constelação de Andrómeda,perto de
Perseus,seu apaixonado,e de Cassiopeia,sua Mãe,para
nós,mortais,ao levantar-mos os olhos para o céu
nocturno,recordar-mos,eternamente,a sua lenda.

Andromeda M-31

Das várias informações recebidas da NASA Newsletter,nestes últimos dias,destaco esta
espantosa montagen de imagens,recolhidas no espectro ultra-violeta: a galáxia M-31,
na constelação de Andrómeda:
Image Credit: NASA/Swift/Stefan Immler (GSFC) and Erin Grand (UMCP)

" Andromeda in Ultraviolet

In a break from its usual task of searching for distant cosmic explosions, NASA's Swift satellite acquired the highest-resolution view of a neighboring spiral galaxy ever attained in the ultraviolet. The galaxy, known as M31 in the constellation Andromeda, is the largest and closest spiral galaxy to our own. This mosaic of M31 merges 330 individual images taken by Swift's Ultraviolet/Optical Telescope. The image shows a region 200,000 light-years wide and 100,000 light-years high (100 arcminutes by 50 arcminutes). "

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

República

5 de Outubro de 1910



Viva a República !!




Que todos aqueles que deram a vida pela causa Republicana não sejam

esquecidos

domingo, 4 de outubro de 2009

Sputnik


Há 52 anos,desde o Cosmódromo de Baikonur,lançava-se o Sputnik I e iniciava-se a corrida ao espaço.Apesar das razões fundamentais não serem científicas e sim políticas e militares,os programas espaciais,iniciados em 4 de Outubro de 1957,ofereceram à Humanidade um acervo de conhecimentos insuspeitos até à data.O "beep,beep" do Sputnik foi a "rampa de lançamento",sem a qual conquistas como a Apollo XI,ou o Voyager 10,ou o telescópio espacial Hubble,ou a ISS,não seriam possíveis.
Não esqueçamos,também,todos os que caíram,na aventura pela conquista do espaço,a começar com a Laika,no Sputnik II.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Nessun Dorma


Tinha ideia de publicar uma mensagem sobre o recente lançamento da "Soyuz",desde o cosmódromo de Baikonur,mas hoje,1 de Outubro,celebra-se o Dia Mundial da Música,e não podia deixar passar esta data sem referenciar um dos maiores expoentes do bel canto das últimas décadas: Luciano Pavarotti.
O vídeo reproduzido documenta a última actuação pública do tenor,em Fevereiro de 2006,na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno,em Torino,Itália.
Não é,seguramente,a mais segura "performance" do cantor - sente-se já a debilidade - mas,neste dia,a sua alma de intérprete atingiu o zénite.Em Torino,Pavarotti despediu-se do público,e do mundo,apresentando a sua faceta mais débil (porque mais humana),e toda a nostalgia da despedida aparece no seu canto.
No entanto,ao amanhecer,conseguirá a Vitória!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Joaquin Rodrigo


Para acompanhar a beleza das palavras, escritas por Mário Ricca e por Aílton Rocha,a beleza da música de Joaquin Rodrigo.Com ele,entramos no mundo da "fantasia".A "fantasia" do nosso interior,a beleza que os olhos,muitas vezes,não contemplam,mas que o coração vê,com os seus cambiantes de côr e de luz.
A interpretação é de Narciso Yepes,indiscutívelmente um dos "grandes" da guitarra clássica.

Última Thule

Sunday, 13 September 2009
Fog over my town




Fog

The fog comes
on little cat feet.

It sits looking
over harbor and city
on silent haunches
and then moves on.

Carl Sandburg






Fog often falls over my town, in the morning. It gets misterious and acquires a distinctive beauty. I have learned to like a foggy dawn.

Mário


Mário Ricca e a sua paixão pelos destinos misteriosos,longínquos,nevoentos...ainda que tão próximos como a nossa própria cidade.









Palavra e Melodia

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009








Se algum dia eu tiver uma,
peço aos amigos que inscrevam
palavras em minha lápide:
algum verso colhido de meu riso,
da dor ou da resignação. Não importa!
Mas quero o meu sorriso presente
na derradeira hora da benção
para que todos cantem comigo.
E se,nos tempos a virem,
nada tiver de meu
que compre uma lápide bela e vã,
e tiver que adormecer a cabeça
sob a sombra úmida de um canteiro,
peço-vos que guardem no coração
a minha mais pura lembrança.
E que o corpo seja húmus para a terra,
o meu coração seja vida para as flores,
e que o nome retorne ao que era:
palavra nas águas, brisa nas árvores.
Que todos os meus andrajos da vida
sejam devolvidos à mesma terra
de que foram feitos. Porque a alma,
esta eu devolvo pessoalmente
a Deus.

Novembro-2001

Postado por Ailton Rocha às 22:19
"Palavra e Melodia" traz-nos o esplendor da palavra de Aílton Rocha.
Palavra carregada com o peso e a beleza dos trópicos,relembrando os
clássicos da literatura desse tão belo País.À memória ressalta-me,de
imediato,um nome:Olavo Bilac...

O Livro de Areia

"Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Felicidade

Deve ser feliz, quem está lá dentro...








Em boa verdade, só se é feliz na nostalgia. Num duradouro estado de nostalgia. Na memória de bem estar pré-natal que a imagem evoca - deve estar calorzinho à lareira , alguém nos protege, a porta entreaberta....


: Mário , em 12/26/2008 05:48:00 PM 0 comentários "

Mário Ricca,e a sua capacidade de síntese.A nostalgia do bem-estar,do conforto(não só físico),do aconchego...

Novos "Sites Amigos"


Igualmente,embora por motivos diferentes,tem o "Memórias e Novidades" razão para celebrar.Os leitores mais atentos terão reparado na inclusão de mais três endereços nos "Sites Amigos"
Última Thule
O Livro de Areia
Palavra e Melodia
Por todos eles, repassa o prazer de "conhecer o mundo" e o gosto pela música e pelas palavras.Todos,cada um no seu estilo,demonstram o profundo conhecimento dos seus autores e a sua capacidade para transmitir ideias e conceitos,muitas vezes complexos,em linguagem simples que,em vez de confundir,esclarece.

Yom Kippur


Neste dia 28 de Setembro o "Memórias e Novidades" tem vários motivos para celebrar:em primeiro lugar relembrar que os Judeus,estão terminando o período do Yom Kippur,talvez o mais importante "dia" para a religião Judaica.Permito-me citar o trecho de um texto publicado no site "Chabad.org" :
" On Yom Kippur, G‑d mercifully erases all the sins we have committed "before G‑d"—but not the sins we may have committed against our fellow man. If we really want to come out of this holy day completely clean, we need to first approach any individual whom we may have wronged and beg their forgiveness. This applies whether the offense was physical, emotional, or financial (in which case, seeking forgiveness is in addition to making appropriate monetary restitution)."
Este parágrafo resume o príncipio condutor do conceito subjacente ao Yom Kippur.Repensar a nossa relação com o Divino,mas,igualmente,a nossa relação com os outros seres humanos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Outono


Outono
Prenúncio do Inverno que se aproxima,dos céus plúmbeos,da chuva fria, do vento forte que vem das gélidas terras Boreais,que sopra das serranias,duras e agrestes,acompanhado pelo uivar dos lobos,selvagem e lamentoso...
Poderá existir maior beleza(ainda que triste...) que a nostalgia de Deméter por Perséfone?
Olhai,não os lírios do campo,mas as folhas douradas e vermelhas,castanhas de muitas tonalidades,com toques de verde musgo e traços de esmeralda,num qualquer bosque,não longe das nossas cidades...
Se Steinbeck nos lembra de um "Deus desconhecido" e Almeida Garrett procura um "Ignoto Deo",talvêz o consigamos encontrar,dentro de nós,num qualquer jardim,por entre as árvores que fenecem lentamente,quando formos capazes de as escutar com o coração...

Ignoto Deo



Ignoto Deo

(D. D. D.)
Creio em ti, Deus; a fé viva
De minha alma a ti se eleva.
És: - o que és não sei. Deriva
Meu ser do teu: luz... e treva,
Em que - indistintas! - se envolve
Este espírito agitado,
De ti vêm, a ti devolve.
O Nada, a que foi roubado
Pelo sopro criador
Tudo o mais, o há-de tragar.
Só vive do eterno ardor
O que está sempre a aspirar
Ao infinito donde veio.
Beleza és tu, luz és tu,
Verdade és tu só. Não creio
Senão em ti; o olho nu
Do homem não vê na terra
Mais que a dúvida, a incerteza,
A forma que engana e erra.
Essência! a real beleza,
O puro amor - o prazer
Que não fatiga e não gasta...
Só por ti os pode ver
O que, inspirado, se afasta,
Ignoto Deo, das ronceiras,
Vulgares turbas: despidos
Das coisas vãs e grosseiras
Sua alma, razão, sentidos,
A ti se dão, em ti vida,
E por ti vida têm. Eu, consagrado
A teu altar, me prostro e a combatida
Existência aqui ponho, aqui votado
Fica este livro - confissão sincera
Da alma que a ti voou e em ti só spera.

Almeida Garrett in "Folhas Caídas"

D.D.D.


(dat, donat, dedicat )
(dá, sacrifica, consagra)



Autumn Fires




Autumn Fires



In the other gardens
And all up the vale,
From the autumn bonfires
See the smoke trail!


Pleasant summer over
And all the summer flowers,
The red fire blazes,
The grey smoke towers.


Sing a song of seasons!
Something bright in all!
Flowers in the summer,
Fires in the fall!

Robert Louis Stevenson

Perséfone


Hades,encontrou Perséfone colhendo flores,e,de imediato, loucamente apaixonado,levou-a consigo para o o seu reino,para dela fazer Rainha do Mundo Inferior.
Deméter,sua Mãe,longamente procurou Perséfone,mas,não a encontrando,tão grande foi o seu sofrimento que as flores e as árvores secaram,murcharam e muitas morreram.
Mas,vendo os maiores Deuses do Olimpo a sua dor,conseguiram um acordo com Hades,para o regresso de Perséfone.
No entanto Hades tinha já dado a Perséfone uma pequena româ,que não permitiu o afastamento completo entre ambos,pelo que Perséfone,no Outono,regressa ao Reino de Hades.
Assim,todos os anos,vemos a tristeza bela e nostálgica,das folhas douradas,caídas no chão,invadir o mundo,símbolos da dor de Deméter.

Equinócio do Outono



22 de setembro de 2009
Hoje,pelas 2218, hora Portuguesa,passamos pelo Equinócio do outono.


"Vai-te ao longo da costa discorrendo,
e outra terra acharás de mais verdade,
lá quase junto donde o Sol ardendo
iguala o dia e noite em quantidade."

Lusíadas,II,63.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Rosh Hashanah


1º de Tishrei de 5770
Rosh Hashanah
Que o Novo Ano,seja abençoado,e que reine a Paz nos nossos corações.
Estamos na hora de inclinar a cabeça,escutar o Shofar e receber a Benção
de Aarão....

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Heart o' the North



Já aqui mencionei Robert Service.Recebi,há poucos dias,uma colectãnea dos seus poemas.Em cada um,me encanto com a ternura que entrelaça as suas palavras,mesmo as
aparentemente mais duras.Duras como a paisagem,agreste,fria,ventosa,terrível...mas de uma beleza que faz perder a respiração,que nos faz sentir pequenos,como realmente somos,mas que nos aproxima,igualmente,dessa "flama imperecível,que arde no meio do Universo".Leia-se o poema seguidamente transcrito:

" Heart o' the North


And when I come to the dim trail-end,
I who have been Life’s rover,
This is all I would ask, my friend,
Over and over and over:

A little space on a stony hill
With never another near me,
Sky o’ the North that’s vast and still,
With a, star to cheer me;

Star that gleams on a most-grey stone
Graven by those who loved me-
There would I lie alone, alone,
With a single pine above me;

Pine that the north wind whinnys trough-
Oh, I have been life’s lover!
But there I’d lie and listen to
Eternity passing over. "

Poderá alguém querer melhor final?

Não tive a oportunidade de conhecer o território do Alaska,mas,ao longo dos meus anos de "vagabundagem",conheci várias terras Boreais,e,poucas noites tão terrívelmente frias e belas viví,como as iluminadas pela Aurora Boreal.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

September,11th

3000 mortos

A 11 de Setembro a morte saíu à rua e voou em asas velozes,mais rápida do que o vento,com um grito lancinante ,trazendo o terror e a destruição,calcinando vidas em chamas intensas ,derretendo vidro e aço,derrubando altas torres,como se um vulcão impetuoso explodisse no centro da cidade.
11 de Setembro é a história de um Povo,trespassado pela lâmina da dor e do sofrimento,a história dos perdidos nas labaredas,dos desaparecidos,dos esmagados,dos caídos...
11 de Setembro é,também,a recordação de um Povo,que não se rendeu à destruição e ao medo,a recordação dos sobreviventes,dos bombeiros,dos polícias,de todos os que se entreajudaram e se apoiaram aos ombros uns dos outros, companheiros na luta pela salvação.
11 de Setembro é a história do Homem Comum,que,colocado perante a opção última,escolhe não se vergar ao medo e à dor,transfigurando-se no herói anónimo que auxilia o próximo,no momento do perigo iminente.
11 de Setembro é a história da vitória do Homem Comum.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rosh Hashanah


Estamos a dez dias do Novo Ano judaico, a festa do Rosh Hashanah,que se celebra em 19 de Setembro.Aproximam-se os dias mais importantes do Judaísmo:o Novo Ano,e os dez dias de
arrependimento,que culminam no Yom kippur.Chegamos ao momento de reflectir,de analisar o nosso passado e de preparar o nosso futuro,procurando, sempre,evoluir no caminho da Justiça e da Rectidão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pachelbel


"Kanon"poderá,eventualmente,levar-nos a imaginar combates,guerras,todas as formas de violência a que,geralmente,associamos algumas palavras,mas,neste caso,"Kanon" refere-se ao título de uma composição de Johann Pachelbel,talvêz uma das mais belas da música barroca.
Como acabei de publicar um "post" sobre a Rua do Gato que Pesca,pensei em acompanhar a mensagem com uma daquelas músicas românticas,de acordeão ,típicamente Parisienses,mas,creio que a singeleza,a suavidade,e a melancolia de Pachelbel,retratam,mais acertadamente,o estado de espírito dos exilados(seja em Paris,ou em New York,ou em Luanda...)

La Rue du Chat-qui-Pêche

" (...)E os outros na Rua do Gato que Pesca e nos pequenos hotéis de Paris e do mundo inteiro?´
É esta,sem dúvida,a proporção normal entre os refugiados,os emigrados,os exilados.E sempre assim será.
Exilados!
Um ou dois,quando muito,conseguem implantar o seu pavilhão no solo estrangeiro.
E os outros?Desaparecem lentamente na voragem,sem deixar rasto."


A Rua do Gato que Pesca é, provávelmente, a mais pequena rua de Paris. Aqui viveu,desde a infância até à idade adulta,Yolanda Foldes, húngara de nascimento e autora do livro com o mesmo nome. Não é considerada uma "grande escritora", mas,ninguém poderá negar a sua fidelidade narrativa ,em relação à vivência dos exilados, em Paris,no período entre as duas guerras mundiais. A história da família Barabas confunde-se com muitas outras, que se cruzaram naquele espaço,geográfico e temporal. Os Portugueses, também eles nação de diáspora, encontrarão,certamente, muitas similitudes,com a história de Annouchka. Quantas não poderiam ser escritas, pelos filhos dos emigrantes Portugueses? "Estórias" que a História ainda não contou, mas merecem ser preservadas, escritas, analisadas, para que este nosso mundo, cada vez mais pequeno, não continue a ser um cenário onde os "condenados da terra" se desvanecem "lentamente,na voragem,sem deixar rasto"