quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Die Walkürer


2009 chega ao fim...esta será, provávelmente, a última mensagem publicada,este ano.Tinha pensado terminar com Richard Strauss, mais conhecido pelas valsas, menos por outras obras de enorme fôlego, profundo talento e eivadas de um espírito maçónico indiscutível.Mas...o fim do ano,significa, não sómente o terminar de um ano civil, mas, também, um exemplo do que a vida é: um ciclo perpétuo, que se renova, como uma humilde nora, que, rodando interminávelmente, transporta a água, indispensável à vida, num movimento simples e no entanto, complexo como o universo. A água, fresca, suave e leve, como as águas cantantes de um regato, saltitando por entre as pedrinhas, numa tarde quente de verão, leva-nos a entender como, perdidos num deserto ardente, podemos encontrar o oásis da sabedoria...
No entanto,em vez de Richard Strauss, outro Richard, Wagner no caso, é o compositor da extraordinária peça musical que escutamos:" A Cavalgada das Valquírias", conhecida por ter sido usada num filme de Coppola,mas ilustre desconhecida para muitas pessoas,como integrante de uma ópera... Oito Valquírias encontram-se, no cume de uma montanha, cada uma transportando um herói,morto...Eis que chega Brünnhilde, trazendo consigo uma mulher, viva!!
Um ano que termina...uma promessa de vida que começa...
Assim seja 2010: uma promessa de vida, de liberdade, de amor fraterno entre os Homens...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

La Forza del Destino


Thaïs, antes do Natal, recordou a necessidade de meditar e agora que os últimos dias de 2009 se aproximam, velozmente, mais do que nunca, devemos seguir o seu exemplo e meditar no que foi a nossa vida, as nossas atitudes, s nossos comportamentos, ao longo destes doze meses. Urgentemente necessitamos de meditar na "força do destino": o destino é determinante? Ou o destino está nas nossas mãos? Seja como for, só ouvindo o nosso coração poderemos seguir, ou controlar, o nosso destino. Verdi, com toda a sua mestria e todo o seu génio, foi capaz de, como poucos, nos transmitir esse facto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Thaïs


O tempo antes da noite de Natal é - devia ser - um momento de meditação. Como tal, nada melhor do que este fragmento da ópera Thaïs, de Massenet, compositor injustamente esquecido pelo grande público, ainda que, quase, qualquer pessoa conheça trechos das suas obras. A sensibilidade de Massenet e o virtuosismo de Itzhak Perlman, transportam-nos, fácilmente, para um templo, no antigo Egipto...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Conforto


Palestrina


O Hannukah já terminou, o Inverno já se instalou no hemisfério Norte ( e chegou forte, com frio e chuva e vento...)... estamos, igualmente, no momento de mudar, um pouco, os trechos musicais aprsentados.Hoje, regressamos ao século XVI, e a um compositor muitas vezes esquecido: Giovanni Palestrina. Na voz dos elementos do Westminter Cathedral Choir, duas demonstrações do génio do mestre: "Hodie, Christus natus est" e uma "Gloria in excelsis,Deo".

Wood Box





Mais um exemplo de arte. Não expressa na tela, mas na "humilde caixa de madeira", que se transfigura e ganha vida, "alma", expressividade...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vienna Boys Choir


Dos desenhos animados, passamos para uma das mais belas interpretações que conheço de "The Little Drummer Boy", pelo coro dos meninos de Viena.Basta escutar, para ficarmos encantados. Para quem quiser aqui fica a letra:
The Little Drummer Boy

Come they told me
Pa rum pum pum pum

A new born King to see
Pa rum pum pum pum

Our finest Gifts we bring
Pa rum pum pum pum

To set before the King
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

So to honor Him
Pa rum pum pum pum
When we come

Little Baby
Pa rum pum pum pum

I am a poor Boy too
Pa rum pum pum pum

I have no Gift to bring
Pa rum pum pum pum

That's fit to give our King
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

Shall I play for you
Pa rum pum pum pum
On my drum
Then He nodded
Pa rum pum pum pum

The Ox and Lamb kept Time
Pa rum pum pum pum

I played my Drum for Him
Pa rum pum pum pum

I played my Best for Him
Pa rum pum pum pum,
Rum pum pum pum,
Rum pum pum pum

Then He smiled at me
Pa rum pum pum pum

Me and my Drum
( Me and my drum )

Me and my drum
( Me and my drum )

Me and my drum

Me and my drum
( Me and my drum )

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

1939


1939 - 2009 Passados 70 anos, a actualidade desta pequena maravilha da animação permanece. Nunca, como actualmente, a demonstração da estupidez humana é tão premente, tão necessária, tão importante!
Não bastando a chacina diária, de seres humanos, pelas razões mais hipócritas, para defender interesses inconfessáveis, para impor interesses económicos, dedicamo-nos, actualmente, a "destruir alegremente" o planeta em que vivemos. No Pacífico já há populações a sofrer com a subida das águas. Aqui, na Europa, temos tend~encia a pensar que o que se passe em Tuvalu, ou em Tonga, ou outro país "esquisito", não nos diz respeito, mas o que está acontecendo com eles, agora, é o risco que nós mesmos corremos, num futuro não muito distante.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Coro della Cappella Sistina


Embora com ligeiro atraso, retomo as interpretações Natalícias. Hoje, escutamos Adeste Fideles numa versão do Coro della Cappella Sistina.
A imagem é de "Entrega das chaves a S.Pedro", de Pierugino.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Hannukah


Ao longo dos séculos, não só os Romanos, ocuparam a Palestina.Pelo segundo século AC,os ocupantes eram os Gregos, do império Seleucida,e contra eles se levantou Judas Macabeu, que liderou uma revolta, culminando na recuperação da cidade de Jerusalém.
Uma das mais importantes e urgentes tarefas,era a rededicação - a reconsagração - do Templo. Um dos passos necessários consistia em reacender a lâmpada de óleo consagrado, a "chama eterna", sempre acesa, consoante a ordem Divina,contada no Livro do Levítico:"O fogo arderá continuamente sobre o altar; näo se apagará."( 6:13),mas o óleo sagrado que restava apenas chegaria para um dia.No entanto,apesar desse facto,a lâmpada foi acesa.
Esta a razão da festa do Hannukah, pois o pouco óleo ardeu oito dias consecutivos, permitindo que novo óleo fosse preparado e consagrado.
Assim, ao longo dos séculos, na festa das luzes,se usa um candelabro com nove braços, chamado Menorah,no qual se acende uma vela por cada um dos oito dias, velas que são acesas por uma nona vela,que serve, apenas, para esse efeito.
Neste ano de 2009, o Hannukah, inicia-se em 12 de Dezembro e prolonga-se até ao dia 19.
Convidando para a festa das luzes, escutemos uma tradicional e alegre canção, de origem Sephardi,referente ao Hannukah, cantada por Avraham Perrera, numa língua quase esquecida: o Ladino.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

John Donne


John Donne, escritor e pensador dos séc.XVI/XVII, é reconhecido, principalmente, pelo seu texto "Nenhum homem é uma ilha", imortalizado por Hemingway em "Por quem os sinos dobram", mas, também foi o autor do curto poema abaixo reproduzido, que, penso, será bem acompanhado pela voz de Barbara Bonney, interpretando uma versão de "Ave Maria", composta por Franz Schubert.
Nativity a Christmas Poem


Immensity cloistered in thy dear womb,
Now leaves His well-belov'd imprisonment,
There He hath made Himself to His intent
Weak enough, now into the world to come;
But O, for thee, for Him, hath the inn no room?
Yet lay Him in this stall, and from the Orient,
Stars and wise men will travel to prevent
The effect of Herod's jealous general doom.
Seest thou, my soul, with thy faith's eyes, how He
Which fills all place, yet none holds Him, doth lie?
Was not His pity towards thee wondrous high,
That would have need to be pitied by thee?
Kiss Him, and with Him into Egypt go,
With His kind mother, who partakes thy woe.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

The Three Kings

Aceitando a "cronologia" referente ao Natal, por esta altura já os Reis Magos se dirigiam para a Judeia, seguindo a estrela que indicava o caminho.Assim, acompanhemos a viagem dos três sábios, nas palavras de Longfellow, e escutemos Dinah Shore cantando "Oh little town of Bethlehem", numa gravação, originalmente gravada pelos anos de 1940, em plena II Guerra Mundial...
The Three Kings
Three Kings came riding from far away,
Melchior and Gaspar and Baltasar;
Three Wise Men out of the East were they,
And they travelled by night and they slept by day,
For their guide was a beautiful, wonderful star.

The star was so beautiful, large and clear,
That all the other stars of the sky
Became a white mist in the atmosphere,
And by this they knew that the coming was near
Of the Prince foretold in the prophecy.

Three caskets they bore on their saddle-bows,
Three caskets of gold with golden keys;
Their robes were of crimson silk with rows
Of bells and pomegranates and furbelows,
Their turbans like blossoming almond-trees.
And so the Three Kings rode into the West,
Through the dusk of the night, over hill and dell,
And sometimes they nodded with beard on breast,
And sometimes talked, as they paused to rest,
With the people they met at some wayside well.

"Of the child that is born," said Baltasar,
"Good people, I pray you, tell us the news;
For we in the East have seen his star,
And have ridden fast, and have ridden far,
To find and worship the King of the Jews."

And the people answered, "You ask in vain;
We know of no King but Herod the Great!
"They thought the Wise Men were men insane,
As they spurred their horses across the plain,
Like riders in haste, who cannot wait.

And when they came to Jerusalem,
Herod the Great, who had heard this thing,
Sent for the Wise Men and questioned them;
And said, "Go down unto Bethlehem,
And bring me tidings of this new king."

So they rode away; and the star stood still,
The only one in the grey of morn;
Yes, it stopped --it stood still of its own free will,
Right over Bethlehem on the hill,
The city of David, where Christ was born.

And the Three Kings rode through the gate and the guard,
Through the silent street, till their horses turned
And neighed as they entered the great inn-yard;
But the windows were closed, and the doors were barred,
And only a light in the stable burned.

And cradled there in the scented hay,
In the air made sweet by the breath of kine,
The little child in the manger lay,
The child, that would be king one day
Of a kingdom not human, but divine.

His mother Mary of Nazareth
Sat watching beside his place of rest,
Watching the even flow of his breath,
For the joy of life and the terror of death
Were mingled together in her breast.

They laid their offerings at his feet:
The gold was their tribute to a King,
The frankincense, with its odor sweet,
Was for the Priest, the Paraclete,
The myrrh for the body's burying.

And the mother wondered and bowed her head,
And sat as still as a statue of stone,
Her heart was troubled yet comforted,
Remembering what the Angel had said
Of an endless reign and of David's throne.

Then the Kings rode out of the city gate,
With a clatter of hoofs in proud array;
But they went not back to Herod the Great,
For they knew his malice and feared his hate,
And returned to their homes by another way.

domingo, 6 de dezembro de 2009

"Twas the night before Christmas"


O Pai Natal, vestido de vermelho, barba branca, anafado, que convive connosco em cada Natal, tém sido atribuido, em termos criativos, á Coca-Cola, mas...é um pouco mais antigo.Remonta a 1822, quando Clement Moore, escreveu o poema "Twas the night before Christmas" - também conhecido como "A visit from St.Nicholas" - com o objectivo de o ler aos seus muitos filhos, na véspera de Natal.Foi baseado nesse poema que um ilustrador,algum tempo mais tarde, "criou", gráficamente, o "Pai Natal",que foi,subsequentemente, utilizado pela dita empresa de refrigerantes...
" A visit from St.Nicholas"
Twas the night before Christmas, when all through the house
Not a creature was stirring, not even a mouse.
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St Nicholas soon would be there.

The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar-plums danced in their heads.
And mamma in her ‘kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter’s nap.

When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters and threw up the sash.

The moon on the breast of the new-fallen snow
Gave the lustre of mid-day to objects below.
When, what to my wondering eyes should appear,
But a miniature sleigh, and eight tinny reindeer.
With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and called them by name!

"Now Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!
On, Comet! On, Cupid! on, on Donner and Blitzen!
To the top of the porch! to the top of the wall!
Now dash away! Dash away! Dash away all!"

As dry leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky.
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of Toys, and St Nicholas too.

And then, in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St Nicholas came with a bound.

He was dressed all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnished with ashes and soot.
A bundle of Toys he had flung on his back,
And he looked like a peddler, just opening his pack.

His eyes-how they twinkled! his dimples how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard of his chin was as white as the snow.

The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face and a little round belly,
That shook when he laughed, like a bowlful of jelly!

He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laughed when I saw him, in spite of myself!
A wink of his eye and a twist of his head,
Soon gave me to know I had nothing to dread.

He spoke not a word, but went straight to his work,
And filled all the stockings, then turned with a jerk.
And laying his finger aside of his nose,
And giving a nod, up the chimney he rose!

He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle.
But I heard him exclaim, ‘ere he drove out of sight,
"Happy Christmas to all, and to all a good-night!"

St.Thomas Choir


Escutemos "Stille Nacht",numa belíssima versão dos St.Thomas Boys Choir.

Gustave Doré


A ilustração "Vépera de Natal" é de Gustave Doré e embora não tenha presente a figura do "Pai Natal" nem por isso perde a "magia" Natalícia...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Natal



O Natal aproxima-se rápidamente.Em breve tentarei publicar algumas ideias pessoais acerca do Natal, mas, para já, tentarei, desde hoje e até à "festa dos Reis",apresentar
canções e temas musicais relacionados com o Natal, se possível todos os dias.
Começamos com "Oh little town of Bethlehem",numa interpretação dos "King's Singers".

Novo QSL



QSL da RTBFi,recebido em 2009-12-04