domingo, 20 de setembro de 2015

Home is where your heart is




Home is where the heart is



Rain falls
Small drops running 
down the windshield
down your heart
Make you shiver
You close your eyes
and when you open them
you don't know
if the drops are 
from the rain
or from the tears.





Either way
remember
always remember:
even in the darkest hour
even if your tears are
far more than the rain drops
You´ve a place
You've a place
Waiting...
Where your heart is
Home...
where your heart is








Where you´ll be warm
and conforted
and loved

Where your heart is
Waiting...
Where your heart is
Home...

Look...
It rains no more
The sun is bright
Shining the gray waters
Amid the grizzly clouds



Look East
Where you´ll be warm
and conforted
and loved

Where your heart is
Waiting...
Where your heart is
Home...




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Histórias de Marinheiros




UN POEMA DE AMOR 





No sé. Lo ignoro.
Desconozco todo el tiempo que anduve
sin encontrarla nuevamente.
¿Tal vez un siglo? Acaso.
Acaso un poco menos: noventa y nueve años.
¿O un mes? Pudiera ser. En cualquier forma,
un tiempo enorme, enorme, enorme.



Al fin, como una rosa súbita,
repentina campánula temblando,
la noticia.
Saber de pronto
que iba a verla otra vez, que la tendría
cerca, tangible, real, como en los sueños.
¡Qué explosión contenida!
¡Qué trueno sordo
rodándome en las venas,
estallando allá arriba
bajo mi sangre, en una
nocturna tempestad!
¿Y el hallazgo, en seguida? ¿Y la manera
de saludarnos, de manera
que nadie comprendiera
que ésa es nuestra propia manera?
Un roce apenas, un contacto eléctrico,
un apretón conspirativo, una mirada,
un palpitar del corazón
gritando, aullando con silenciosa voz.


Después
(ya lo sabéis desde los quince años)
ese aletear de las palabras presas,
palabras de ojos bajos,
penitenciales,
entre testigos enemigos.
Todavía
un amor de «lo amo»,
de «usted», de «bien quisiera,
pero es imposible»... De «no podemos,
no, piénselo usted mejor»...
Es un amor así,
es un amor de abismo en primavera,
cortés, cordial, feliz, fatal.
La despedida, luego,
genérica,,
en el turbión de los amigos.
Verla partir y amarla como nunca;
seguirla con los ojos,
y ya sin ojos seguir viéndola lejos,
allá lejos, y aun seguirla
más lejos todavía,
hecha de noche,
de mordedura, beso, insomnio,
veneno, éxtasis, convulsión,
suspiro, sangre, muerte...
Hecha
de esa sustancia conocida
con que amasamos una estrella.

Nicolás Guillén




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma folha em branco (no azul)






Uma folha em branco
Para ser preenchida
Não sei que escreva
Não sei que diga

Que dizer?
Dos mares navegados?
Que contar?
Das terras percorridas?

Do sol e do sal
dos risos, poucos
das lágrimas, muitas
do calor das areias
que queimam os pés
dos gelos que entorpecem
até te enroscares numa toca
e esperar pelo fim...

Brisas suaves
ventos cálidos
Tempestades terríveis
Ondas alterosas...




Onde?
Onde o calor que aquece o coração?
Onde a brisa que agita os cabelos?
Onde o mar que te adormece
no marulhar das ondinhas?
Onde?
Onde o farol que rasga
a escuridão?
Que te guia, protector, a bom porto?
Onde a luz que te ilumina o pensamento?
Que te tráz entendimento?
Onde as páginas
que não estão em branco?
Onde?




Sobes ao mastro mais alto
e que vez?
Águas cinzentas, agitadas
Céus plúmbeos, anunciadores de chuva
Ventos fortes que te agitam
E ameaçam fazer cair
Vagas enormes
Montanhas de água
Coroadas de espuma
Abatendo-se no convés
tonitruantes, terríveis

Onde?
Onde um pouco de terra
um baixio
um escolho
onde possas ancorar?
Não há!
E agarras-te ao mastro
com a força do desespero
procurando furar a escuridão
com a luz dos teus olhos

Mas os teus olhos
já perderam a luz...
Esmoreceu,lentamente
Desvaneceu, nos longos anos
Perdeu-se...
Anda, agora, nos gritos das gaivotas
Nas asas dos albatrozes
Pairando
num outro mar
num outro vento
Talvez mais azul
Talvez mais brando

E olhas, mais uma vez
Num olhar último.
Suavemente, numa carícia
sentes a madeira húmida
do mastro
E num suspiro abres as mãos...







sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

(Quase) Diário de um candidato a converso -4


Sente-se o calor do Sol, mas corre um vento fresco que, de vez em quando, provoca um ligeiro arrepio.
A baía de Cascais espraia-se perante mim. À minha esquerda estende-se Lisboa e as suas colinas. À minha direita a estrada para a Boca do Inferno.





Bancos de madeira, um quiosque, uma roda gigante. Os ramos das palmeiras agitam-se um pouco. Recordo Otis Redding, cantando "The Dock of the Bay" enquanto aguardo que as horas passem, para assistir ao acendimento da sétima vela do Hanukkah.

Enquanto espero, cruzam.se dezenas de pensamentos, dezenas de emoções. Recordo o encontro de ontem...pela primeira vez, em muitos, muitos, anos, senti-me "em casa", acolhido, quente, confortável. A conversa fluíu sem problemas, sem constragimentos, entre risos e lágrimas, hesitações e certezas, pensamentos e emoções, num amálgama indiscritível.
Saí do encontro mais forte, com mais certeza. Sinto que esta minha vontade é, também, a vontade d'Ele.
O caminho  vai ser longo, difícil, penoso, mas embora os pés fiquem cansados, doloridos, cheios de feridas, cada passo em frente será um passo de contentamento, maravilha e alegria.
Baruch Adonai Eloheinu!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Poemas de Amor e Revolta II


TU RISA
Quítame el pan si quieres,
quítame el aire, pero
no me quites tu risa.
No me quites la rosa,
la lanza que desgranas,
el agua que de pronto
estalla en tu alegría,
la repentina ola
de planta que te nace.
Mi lucha es dura y vuelvo
con los ojos cansados
a veces de haber visto
la tierra que no cambia,
pero al entrar tu risa
sube al cielo buscándome
y abre para mí
todas las puertas de la vida.


Amor mío, en la hora
más oscura desgrana
tu risa, y si de pronto
ves que mi sangre mancha
las piedras de la calle,
ríe, porque tu risa
será para mis manos
como una espada fresca.
Junto al mar en otoño,
tu risa debe alzar
su cascada de espuma,
y en primavera, amor,
quiero tu risa como
la flor que yo esperaba,
la flor azul, la rosa
de mi patria sonora.
Ríete de la noche,
del día, de la luna,
ríete de las calles
torcidas de la isla,
ríete de este torpe
muchacho que te quiere,
pero cuando yo abro
los ojos y los cierro,
cuando mis pasos van,
cuando vuelven mis pasos,
niégame el pan, el aire,
la luz, la primavera,
pero tu risa nunca
porque me moriría. 
 
                    Pablo Neruda
 
 
 
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Poemas de Amor e Revolta I


 Soneto do amor e da morte

 quando eu morrer murmura esta canção
 que escrevo para ti. quando eu morrer
 fica junto de mim, não queiras ver
 as aves pardas do anoitecer
 a revoar na minha solidão.

 quando eu morrer segura a minha mão,
 põe os olhos nos meus se puder ser,
 se inda neles a luz esmorecer,
 e diz do nosso amor como se não

 tivesse de acabar, sempre a doer,
 sempre a doer de tanta perfeição
 que ao deixar de bater-me o coração
 fique por nós o teu inda a bater,
 quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"









quinta-feira, 27 de novembro de 2014

(Quase) diário de um candidato a converso -3



                                                            My heart is in the East

    My heart is in the east, and I in the uttermost west—
    How can I find savour in food? How shall it be sweet to me?
    How shall I render my vows and my bonds, while yet
    Zion lieth beneath the fetter of Edom, and I in Arab chains?
    A light thing would it seem to me to leave all the good things of Spain—
    Seeing how precious in mine eyes to behold the dust of the desolate sanctuary.

 Yehuda HaLevy, XIIth Century

                                                                       Translated by Nina Salaman