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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

The Road goes ever on...






"The Road goes ever on and on
Down from the door where it began.
Now far ahead the Road has gone,
And I must follow, if I can,
Pursuing it with eager feet,
Until it joins some larger way
Where many paths and errands meet.
And whither then? I cannot say” 

 J.R.R. Tolkien, The Fellowship of the Ring



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Colecção Argonauta

As feiras de "velharias" são uma fonte inesgotável de pequenas maravilhas.
Mais alguns livros acrescentados à minha pequena biblioteca (se a posso assim chamar...).
Entre eles alguns exemplares mais antigos da colecçao Argonauta - uma das minhas delícias da infância e juventude. (Ainda hoje...).
Quase de imediato um saltou aos olhos: 

Luta Intergaláctica de Edmond Hamilton!


Logo ali me recordei das lutas no espaço, travadas por Korus Kan e os seus amigos, em defesa da civilização (de múltiplas raças, mas típicamente Americana...) contra o terror vindo das profundezas do espaço fora da Via Láctea...a reler ainda hoje!!!!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sefarad


(...)
     "Tu és hebreu, meu filho! É a tua felicidade e a nossa desgraça!"
     Assim se expressou o poeta israelita Shaul Tchernihovski, para se referir ao 
histórico inerente do seu povo.
     Para analisarmos,tanto quanto possível objectivamente, o comportamento de uma sociedade étnica em relação a outras, torna-se necessário principiarmos por analisar a imagem que essa sociedade tem de si própria, quais os ponto fundamentais da sua memória colectiva e quais os seus objectivos nacionais.
     Como memória colectiva, os judeus quando chegaram à Península Ibérica, tinham um Livro.Para eles, era a fonte única da sua história e da sua religião.
(...)

Mais um grande livro de Inácio Steinhardt: "Raízes dos Judeus em Portugal".


"Adio Kerida":  Sefarad na voz de Kohava Levy...

sábado, 16 de junho de 2012

Alfarrábios


  Uma pequena preciosidade, encontrada num alfarrabista da cidade do Porto:

  O Transvaal e o Estado Livre de Orange, livrinho de divulgação, da autoria de Eduardo de Noronha


           
Em 1899, a descrição do Transvaal começava assim:


                                      O Transvaal e o Estado Livre de Orange

                                                         ---------------

                                                        CAPITULO I


Divisão da Africa do sul -- limites do Transvaal -- Descripção physica -- Flora --  Campos de oiro --  Capital empregado nas minas -- Commercio -- Divida -- População -- Afrikanders, uitlanders e boers -- Divisão administrativa -- Vida dos boers -- religião -- Linhas ferreas -- Telegraphos.

Quem lançar a vista para a carta da Africa do Sul ha de ver essa vastissima região repartida em oito grandes divisões, a saber: ao occidente as possessões allemans; ao sul a colonia do Cabo; a sueste a colonia de Natal; a leste a província de Moçambique; no centro, do poente para o levante, a nação dos bechuanas, a terra dos matebeles e a Rhodesia, zonas annexadas pela Gran-Bretanha;o Estado Livre de Orange; a patria dos semi-independentes bazutos, e o Transvaal com o protectorado da Suazilandia. Estes dois ultimos paizes estäo rodeados pelo norte,leste e sul por territorios inglezes e pelo oriente pelos districtos de Lourenço Marques e Inhambane.

O Transvaal ou Republica Sul Africana está situado entre 22° 30' e 28º de latitude sul e entre 21° e 30º de longitude a leste de Paris. A sua superficie é de 182:000 kilometros quadrados. 0 Transvaal é limitado ao norte e noroeste pelo curso do rio Limpopo; a oeste, como já dissemos,por territorios britannicos; ao sul por um affluente do rio Vaal, que o separa do Estado Livre de Orange, e por parte da cordilheira do Drakkensberg; a leste pela Zulolandia, Suazilandia e terra dos tongas. Os limites entre o Transvaal e Natal säo determinados pelo curso superior do rio Bufalo. (...)


Em 2012, ligamos o computador, usamos um "motor de busca" e logo nos aparece o artigo de uma das muitas internéticas "pédias", que nos fornece a seguinte informação:

Transvaal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde julho de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
   

Coordenadas: 25° S 28° 30' E

Transvaal foi uma das províncias da África do Sul entre 1910 e 1994, com capital em Pretória.

A província como tal já não existe. Em 1994, o território do Transvaal foi dividido em quatro novas províncias: Gauteng, Noroeste, Limpopo e Mpumalanga. Ali se encontra Witwatersrand, o complexo industrial mais importante da África do Sul.

No século XIX, Transvaal designava os territórios que se constituíram em uma república boer denominada Zuid-Afrikaansche Republiek (República sul-africana), informalmente referida como República do Transvaal. Esses territórios ocupavam toda a parte norte da África do Sul, situados a montante do rio Vaal até ao rio Limpopo.

Anexado pelos britânicos em 1902, o Transvaal tornou-se, em 1910, uma das quatro províncias sul-africanas.





 Reconheço que prefiro a versão de 1899...é mais informativa...

terça-feira, 16 de março de 2010

"If"


Rudyard Kipling é - seguramente - mais conhecido pelo seu "Livro da Selva" do que pela sua faceta de poeta. Mas, hoje, pretendo despertar o interesse por essa vertente, na obra de Kipling e, penso que o célebre "If" será um bom começo. Apresento a versão original, em Inglês, com versão em português de minha autoria ( com antecipado pedido de desculpa pelos erros...):
"If"

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:
If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;

If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings--nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And--which is more--you'll be a Man, my son!
Se
Se confiares em ti próprio quando os outros homens duvidem de ti
Mas lhes perdoares a sua desconfiança.
Se conseguires esperar sem perder a esperança,
Ou quando te mentirem não mentires,
Ou quando te odiarem, não devolveres o ódio,
Mas sem tentar parecer "santo", nem "sábio";
Se conseguires sonhar, mas não permitires que os sonhos te governem,
Se conseguires pensar, mas não tornares os pensamentos em teu senhor;
Se conseguires encarar o Triunfo e a Derrota
E tratar esses dois impostores da mesma forma;
Se conseguires escutar a verdade que disseres
Distorcida para enganar os simples,
Ou ver as ideias pelas quais deste a tua vida, partidas
E tentares renová-las com ferramentas gastas;

Se conseguires fazer um monte de todos os teus ganhos,
E arriscar tudo numa cartada,
E perder, e recomeçar novamente,
Sem suspirar pelo que perdeste;

Se conseguires comandar o coração e os nervos e os músculos,
Para se manterem a funcionar para além do limite,
Sem nada que os mantenha,
A não ser a tua vontade, que lhes grita:"Aguenta!"

Se conseguires falar para as multidões e manter a tua virtude
Ou passear com Reis - sendo sempre um homem comum.
Se nem os teus inimigos nem os teus queridos te puderem magoar
Se todos os homens contarem, para ti, mas não demasiado,
Se conseguires preencher um minuto
Com valorosos sessenta segundos,
Tua será a Terra e tudo o que nela existe
Mas, ainda mais importante meu filho,
Serás um Homem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ignoto Deo



Ignoto Deo

(D. D. D.)
Creio em ti, Deus; a fé viva
De minha alma a ti se eleva.
És: - o que és não sei. Deriva
Meu ser do teu: luz... e treva,
Em que - indistintas! - se envolve
Este espírito agitado,
De ti vêm, a ti devolve.
O Nada, a que foi roubado
Pelo sopro criador
Tudo o mais, o há-de tragar.
Só vive do eterno ardor
O que está sempre a aspirar
Ao infinito donde veio.
Beleza és tu, luz és tu,
Verdade és tu só. Não creio
Senão em ti; o olho nu
Do homem não vê na terra
Mais que a dúvida, a incerteza,
A forma que engana e erra.
Essência! a real beleza,
O puro amor - o prazer
Que não fatiga e não gasta...
Só por ti os pode ver
O que, inspirado, se afasta,
Ignoto Deo, das ronceiras,
Vulgares turbas: despidos
Das coisas vãs e grosseiras
Sua alma, razão, sentidos,
A ti se dão, em ti vida,
E por ti vida têm. Eu, consagrado
A teu altar, me prostro e a combatida
Existência aqui ponho, aqui votado
Fica este livro - confissão sincera
Da alma que a ti voou e em ti só spera.

Almeida Garrett in "Folhas Caídas"

D.D.D.


(dat, donat, dedicat )
(dá, sacrifica, consagra)



Autumn Fires




Autumn Fires



In the other gardens
And all up the vale,
From the autumn bonfires
See the smoke trail!


Pleasant summer over
And all the summer flowers,
The red fire blazes,
The grey smoke towers.


Sing a song of seasons!
Something bright in all!
Flowers in the summer,
Fires in the fall!

Robert Louis Stevenson

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Heart o' the North



Já aqui mencionei Robert Service.Recebi,há poucos dias,uma colectãnea dos seus poemas.Em cada um,me encanto com a ternura que entrelaça as suas palavras,mesmo as
aparentemente mais duras.Duras como a paisagem,agreste,fria,ventosa,terrível...mas de uma beleza que faz perder a respiração,que nos faz sentir pequenos,como realmente somos,mas que nos aproxima,igualmente,dessa "flama imperecível,que arde no meio do Universo".Leia-se o poema seguidamente transcrito:

" Heart o' the North


And when I come to the dim trail-end,
I who have been Life’s rover,
This is all I would ask, my friend,
Over and over and over:

A little space on a stony hill
With never another near me,
Sky o’ the North that’s vast and still,
With a, star to cheer me;

Star that gleams on a most-grey stone
Graven by those who loved me-
There would I lie alone, alone,
With a single pine above me;

Pine that the north wind whinnys trough-
Oh, I have been life’s lover!
But there I’d lie and listen to
Eternity passing over. "

Poderá alguém querer melhor final?

Não tive a oportunidade de conhecer o território do Alaska,mas,ao longo dos meus anos de "vagabundagem",conheci várias terras Boreais,e,poucas noites tão terrívelmente frias e belas viví,como as iluminadas pela Aurora Boreal.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Guerra Junqueiro


Creio que poucas pessoas se lembrarão que passa hoje,7 de Julho,mais um aniversário do desaparecimento de Guerra Junqueiro,um dos expoentes do "romantismo social" de fins do sé.XIX.Da sua extensa obra relembro apenas um poema:
A Lágrima
Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,
Sêca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.
Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.

Sôbre uma folha hostil duma figueira brava,
Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,

A aurora desprendeu, compassiva e divina,
Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.

Lágrima tão ideal, tão límpida, que ao vê-la,
De perto era um diamante e de longe uma estrêla.

Passa um rei com o seu cortejo de espavento,
Elmos, lanças, clarins, trinta pendões ao vento.

- "No meu diadema, disse o rei, quedando a olhar,
Há safiras sem conta e brilhantes sem par,

"Há rubins orientais, sangrentos e doirados,
Como beijos d'amor, a arder, cristalizados.

"Há pérolas que são gotas de mágua imensa,
Que a lua chora e verte, e o mar gela e condensa.

"Pois, brilhantes, rubins e pérolas de Ofir,
Tudo isso eu dou, e vem, ó lágrima, fulgir

"Nesta c'roa orgulhosa, olímpica, suprema,
Vendo o Globo a teus pés do alto do teu diadema!"

E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.
***
Couraçado de ferro, épico e deslumbrante,
Passa no seu ginete um cavaleiro andante.
E o cavaleiro diz à lágrima irisada:
"Vem brilhar, por Jesus, na cruz da minha espada!

"Far-te hei relampejar, de vitória em vitória,
Na Terra Santa, à luz da Fé, ao sol da Glória!

"E à volta há-de guardar-te a minha noiva, ó astro,
Em seu colo auroreal de rosa e de alabastro.

"E assim alumiarás com teu vivo esplendor
Mil combates de heróis e mil sonhos d'amor!"

E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu e quedou silenciosa.
***
Montado numa mula escura, de caminho,
Passa um velho judeu, avarento e mesquinho.

Mulas de carga atrás levavam-lhe o tesoiro:
Grandes arcas de cedro, abarrotadas d'oiro.

E o velhinho andrajoso e magro como um junco,
O crânio calvo, o olhar febril, o bico adunco,

Vendo a estrêla, exclamou: "Oh Deus, que maravilha!
Como ela resplandece, e tremeluz, e brilha!

"Com meu oiro em montão podiam-se comprar
Os impérios dos reis e os navios do mar,
"E por esse diamante esplêndido trocara
Todo o meu oiro imenso a minha mão avara!"

E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.

***
Debaixo da figueira, então, um cardo agreste,
Já ressequido, disse à lágrima celeste:
"A terra onde o lilaz e a balsamina medra
Para mim teve sempre um coração de pedra.

"Se a queixar-me, ergo ao céu os braços por acaso,
O céu manda-me em paga o fogo em que me abraso.

"Nunca junto de mim, ulcerado de espinhos,
Ouvi trinar, gorgear a música dos ninhos.

"Nunca junto de mim ranchos de namoradas
Debandaram, cantando, em noites estreladas...

"Voa a ave no azul e passa longe o amor,
Porque ai! Nunca dei sombra e nunca tive flor!...
"Ó lágrima de Deus, ó astro, ó gota d'água,
Cai na desolação desta infinita mágoa!"

E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Tremeu, tremeu, tremeu... e caíu silenciosa!...
***
E algum tempo depois o triste cardo exangue,
Reverdecendo, dava uma flor côr de sangue,

Dum roxo macerado, e dorido, e desfeito,
Como as chagas que tem Nosso Senhor no peito...

E ao cálix virginal da pobre flor vermelha
Ia buscar, zumbindo, o mel doirado a abelha!...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Barsoom



Barsoom !

"Space opera" !Para quem gosta da literatura "de cordel",como lhe chamavam quando eu era pequeno,as aventuras de Tarzan,do Cap.John Carter,os livros da colecção"terramarear" povoavam a imaginação,a vontade de conhecer,de aprender,de descobrir,de conhecer mundos novos,senão inexplorados!!