domingo, 29 de julho de 2012

Tisha B'Av 2012




"(...)
19 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel.

20 Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim.

21 Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei.

22 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as

suas misericórdias não têm fim;

23 Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.

24 A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele.

25 Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

26 Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR. 

(...)"

Lamentos de Jeremias, cap. 3







 Nove de Av. Destruição do Templo, em Jerusalém. Começa o exílio

na Babilónia.


      




 "(...) 
19 Remembering mine affliction and my misery, the wormwood and the gall.
20 My soul hath them still in remembrance, and is humbled in me. 
21 This I recall to my mind, therefore have I hope. 
22 It is of the LORD'S mercies that we are not consumed, because his compassions fail not. 
23 They are new every morning: great is thy faithfulness. 
24 The LORD is my portion, saith my soul; therefore will I hope in him. 
25 The LORD is good unto them that wait for him, to the soul that seeketh him. 
26 It is good that a man should both hope and quietly wait for the salvation of the LORD. 
 (...)" 

The Laments of Jeremiah, chap.3 
 The ninth of Av. Babylonians destroy the Temple, in Jerusalem. The 70 years exile starts.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Falcão de Jade

  Os leitores mais atentos já se aperceberam que o "Memórias" é um espaço para a ciência mas, também, para o sonho (e não são os marinheiros sonhadores "diplomados"?).

  Quem fala em sonho fala em utopia e felizmente ainda há quem acredite e procure Amaurot, perdida no mar.

 Um exemplo:





 De si própria, diz-nos a autora:

"Reservada, contemplativa. Fui professora. Acho que quem o "é", de verdade, será para sempre professor. Ensinar é abrir espaços, mundos e os livros, a Arte, a beleza ajudam a aprender. Com os outros. Vou em frente sem olhar o passado, mas sem o esquecer. Acredito na Utopia, em todas as utopias..."

Sim. Procurar as utopias. Sempre. Mesmo que seja necessário subir as montanhas...




sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sefarad


(...)
     "Tu és hebreu, meu filho! É a tua felicidade e a nossa desgraça!"
     Assim se expressou o poeta israelita Shaul Tchernihovski, para se referir ao 
histórico inerente do seu povo.
     Para analisarmos,tanto quanto possível objectivamente, o comportamento de uma sociedade étnica em relação a outras, torna-se necessário principiarmos por analisar a imagem que essa sociedade tem de si própria, quais os ponto fundamentais da sua memória colectiva e quais os seus objectivos nacionais.
     Como memória colectiva, os judeus quando chegaram à Península Ibérica, tinham um Livro.Para eles, era a fonte única da sua história e da sua religião.
(...)

Mais um grande livro de Inácio Steinhardt: "Raízes dos Judeus em Portugal".


"Adio Kerida":  Sefarad na voz de Kohava Levy...

sábado, 16 de junho de 2012

Alfarrábios


  Uma pequena preciosidade, encontrada num alfarrabista da cidade do Porto:

  O Transvaal e o Estado Livre de Orange, livrinho de divulgação, da autoria de Eduardo de Noronha


           
Em 1899, a descrição do Transvaal começava assim:


                                      O Transvaal e o Estado Livre de Orange

                                                         ---------------

                                                        CAPITULO I


Divisão da Africa do sul -- limites do Transvaal -- Descripção physica -- Flora --  Campos de oiro --  Capital empregado nas minas -- Commercio -- Divida -- População -- Afrikanders, uitlanders e boers -- Divisão administrativa -- Vida dos boers -- religião -- Linhas ferreas -- Telegraphos.

Quem lançar a vista para a carta da Africa do Sul ha de ver essa vastissima região repartida em oito grandes divisões, a saber: ao occidente as possessões allemans; ao sul a colonia do Cabo; a sueste a colonia de Natal; a leste a província de Moçambique; no centro, do poente para o levante, a nação dos bechuanas, a terra dos matebeles e a Rhodesia, zonas annexadas pela Gran-Bretanha;o Estado Livre de Orange; a patria dos semi-independentes bazutos, e o Transvaal com o protectorado da Suazilandia. Estes dois ultimos paizes estäo rodeados pelo norte,leste e sul por territorios inglezes e pelo oriente pelos districtos de Lourenço Marques e Inhambane.

O Transvaal ou Republica Sul Africana está situado entre 22° 30' e 28º de latitude sul e entre 21° e 30º de longitude a leste de Paris. A sua superficie é de 182:000 kilometros quadrados. 0 Transvaal é limitado ao norte e noroeste pelo curso do rio Limpopo; a oeste, como já dissemos,por territorios britannicos; ao sul por um affluente do rio Vaal, que o separa do Estado Livre de Orange, e por parte da cordilheira do Drakkensberg; a leste pela Zulolandia, Suazilandia e terra dos tongas. Os limites entre o Transvaal e Natal säo determinados pelo curso superior do rio Bufalo. (...)


Em 2012, ligamos o computador, usamos um "motor de busca" e logo nos aparece o artigo de uma das muitas internéticas "pédias", que nos fornece a seguinte informação:

Transvaal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde julho de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
   

Coordenadas: 25° S 28° 30' E

Transvaal foi uma das províncias da África do Sul entre 1910 e 1994, com capital em Pretória.

A província como tal já não existe. Em 1994, o território do Transvaal foi dividido em quatro novas províncias: Gauteng, Noroeste, Limpopo e Mpumalanga. Ali se encontra Witwatersrand, o complexo industrial mais importante da África do Sul.

No século XIX, Transvaal designava os territórios que se constituíram em uma república boer denominada Zuid-Afrikaansche Republiek (República sul-africana), informalmente referida como República do Transvaal. Esses territórios ocupavam toda a parte norte da África do Sul, situados a montante do rio Vaal até ao rio Limpopo.

Anexado pelos britânicos em 1902, o Transvaal tornou-se, em 1910, uma das quatro províncias sul-africanas.





 Reconheço que prefiro a versão de 1899...é mais informativa...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Tempo das cerejas


No interregno do "Memórias", como já foi comentado, muitos acontecimentos se sucederam, mas um dos mais repugnantes atingiu o meu amigo Vítor Dias:
Alguém (a soldo de que inconfessáveis interesses?) arruinou o seu blogue. Quem procurar "O Tempo das cerejas" encontra uma página - em Japonês... - relativa a um grupo farmacêutico.




Mas Vítor Dias não desistiu e o novo O Tempo das cerejas aí está, com a pujança de sempre, em defesa dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Não conseguirão calar a voz dos que falam em nome dos oprimidos!



"Le Temps des Cerises" na voz de Marcel Mouloudji:

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Midway


MIDWAY : trailer : a film by Chris Jordan from Midway on Vimeo.


Midway: um pequeno pedaço de terra, perdido no Oceano Pacífico. O nome recorda-nos, vagamente, uma batalha da II Guerra Mundial. Recorda-nos que aí se perderam muitas vidas. O que não sabemos é quantas outras vidas continuam a perder-se, estupidamente, pela ganância de poucos e pela indiferença de muitos.
"Midway" é um grito de alerta, uma mensagem de desespero, uma tentativa de dar voz aos que não sabem "falar".
Será que os conseguiremos escutar? Ou vamos continuar a fechar os olhos, a tapar os ouvidos, a virar a cara para o lado...afinal já temos tantos problemas...que nos importam "meia-dúzia" de pássaros mortos numa ilhota perdida não se sabe bem onde...

sábado, 9 de junho de 2012

Regresso



      Desde Dezembro de 2011 apenas duas esporádicas "ondas" agitaram a água.

      Dois pequeninos seixos, relembrando que a vida ainda existe, que não abandonamos a margem, que permanecemos atentos.

      Espero que este "post" simbolize o regresso a uma actividade mais regular- que a luta pela sobrevivência do quotidiano e a luta (ainda mais urgente)pela vida - impediram.

     As águas do rio não pararam, permaneceram no seu impassível movimento, mais lentas ou mais rápidas, mais ou menos agitadas, aquecidas pelo sol da manhã,arrefecidas pela frescura da tarde. Imutáveis.

    Neste tempo, muito passou "ao lado" do "Memórias": descobertas científicas, inovações tecnológicas, conceitos sociais e filosóficos. Governantes foram substituídos, líderes políticos e económicos tombaram do seu pedestal e outros ocuparam os seus lugares, nasceram e morreram estrelas...

  No entanto, o "Memórias" esteve afastado, mas não ausente...




  Regressemos "em grande"...


  Étude Revolutionnaire de Chopin, pelas mãos de Horowitz.