No interregno do "Memórias", como já foi comentado, muitos acontecimentos se sucederam, mas um dos mais repugnantes atingiu o meu amigo Vítor Dias:
Alguém (a soldo de que inconfessáveis interesses?) arruinou o seu blogue. Quem procurar "O Tempo das cerejas" encontra uma página - em Japonês... - relativa a um grupo farmacêutico.
Mas Vítor Dias não desistiu e o novo O Tempo das cerejas aí está, com a pujança de sempre, em defesa dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Não conseguirão calar a voz dos que falam em nome dos oprimidos!
"Le Temps des Cerises" na voz de Marcel Mouloudji:
Midway: um pequeno pedaço de terra, perdido no Oceano Pacífico. O nome recorda-nos, vagamente, uma batalha da II Guerra Mundial. Recorda-nos que aí se perderam muitas vidas. O que não sabemos é quantas outras vidas continuam a perder-se, estupidamente, pela ganância de poucos e pela indiferença de muitos.
"Midway" é um grito de alerta, uma mensagem de desespero, uma tentativa de dar voz aos que não sabem "falar".
Será que os conseguiremos escutar? Ou vamos continuar a fechar os olhos, a tapar os ouvidos, a virar a cara para o lado...afinal já temos tantos problemas...que nos importam "meia-dúzia" de pássaros mortos numa ilhota perdida não se sabe bem onde...
Desde Dezembro de 2011 apenas duas esporádicas "ondas" agitaram a água.
Dois pequeninos seixos, relembrando que a vida ainda existe, que não abandonamos a margem, que permanecemos atentos.
Espero que este "post" simbolize o regresso a uma actividade mais regular- que a luta pela sobrevivência do quotidiano e a luta (ainda mais urgente)pela vida - impediram.
As águas do rio não pararam, permaneceram no seu impassível movimento, mais lentas ou mais rápidas, mais ou menos agitadas, aquecidas pelo sol da manhã,arrefecidas pela frescura da tarde. Imutáveis.
Neste tempo, muito passou "ao lado" do "Memórias": descobertas científicas, inovações tecnológicas, conceitos sociais e filosóficos. Governantes foram substituídos, líderes políticos e económicos tombaram do seu pedestal e outros ocuparam os seus lugares, nasceram e morreram estrelas...
No entanto, o "Memórias" esteve afastado, mas não ausente...
Regressemos "em grande"...
Étude Revolutionnaire de Chopin, pelas mãos de Horowitz.
Acordai acordai homens que dormis a embalar a dor dos silêncios vis vinde no clamor das almas viris arrancar a flor que dorme na raíz
Acordai acordai raios e tufões que dormis no ar e nas multidões vinde incendiar de astros e canções as pedras do mar o mundo e os corações
Acordai acendei de almas e de sóis este mar sem cais nem luz de faróis e acordai depois das lutas finais os nossos heróis que dormem nos covais Acordai!
O Natal é tempo de sonhos, de alegrias, da família.
É tempo de reunir à mesa e conversar. Tempo de distribuir as prendas, de brincar e rir.
Mas, quando todos já subiram para descansar, o Natal é - também - tempo de nos sentarmos à lareira e enquanto vemos as brasas a esmorecer, lembrar aqueles que já não estão connosco e de quem sentimos a falta. Recordar a sua ternura, o seu amor, a sua amizade. Tempo, igualmente, de (quando mais ninguém nos vê), deixar rolar as lágrimas que - tantas vezes - escondemos daqueles que nos rodeiam.
O Natal é o agridoce tempo de reencontro, com os outros e com nós mesmos.
Ring out, wild bells, to the wild sky, The flying cloud, the frosty light; The year is dying in the night; Ring out, wild bells, and let him die.
Ring out the old, ring in the new, Ring, happy bells, across the snow: The year is going, let him go; Ring out the false, ring in the true.
Ring out the grief that saps the mind, For those that here we see no more, Ring out the feud of rich and poor, Ring in redress to all mankind.
Ring out a slowly dying cause, And ancient forms of party strife; Ring in the nobler modes of life, With sweeter manners, purer laws.
Ring out the want, the care the sin, The faithless coldness of the times; Ring out, ring out my mournful rhymes, But ring the fuller minstrel in.
Ring out false pride in place and blood, The civic slander and the spite; Ring in the love of truth and right, Ring in the common love of good.
Ring out old shapes of foul disease, Ring out the narrowing lust of gold; Ring out the thousand wars of old, Ring in the thousand years of peace.
Ring in the valiant man and free, The larger heart, the kindlier hand; Ring out the darkness of the land, Ring in the Christ that is to be.
"Blessed are You, Lord, and Blessed is Your Shekhinah, Ruler of Time and Space;
Praise to You, Elohim,
Sovereign of the Universe -
Who has given us life, and sustained us,
and enabled us to reach this moment.