segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Heart o' the North



Já aqui mencionei Robert Service.Recebi,há poucos dias,uma colectãnea dos seus poemas.Em cada um,me encanto com a ternura que entrelaça as suas palavras,mesmo as
aparentemente mais duras.Duras como a paisagem,agreste,fria,ventosa,terrível...mas de uma beleza que faz perder a respiração,que nos faz sentir pequenos,como realmente somos,mas que nos aproxima,igualmente,dessa "flama imperecível,que arde no meio do Universo".Leia-se o poema seguidamente transcrito:

" Heart o' the North


And when I come to the dim trail-end,
I who have been Life’s rover,
This is all I would ask, my friend,
Over and over and over:

A little space on a stony hill
With never another near me,
Sky o’ the North that’s vast and still,
With a, star to cheer me;

Star that gleams on a most-grey stone
Graven by those who loved me-
There would I lie alone, alone,
With a single pine above me;

Pine that the north wind whinnys trough-
Oh, I have been life’s lover!
But there I’d lie and listen to
Eternity passing over. "

Poderá alguém querer melhor final?

Não tive a oportunidade de conhecer o território do Alaska,mas,ao longo dos meus anos de "vagabundagem",conheci várias terras Boreais,e,poucas noites tão terrívelmente frias e belas viví,como as iluminadas pela Aurora Boreal.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

September,11th

3000 mortos

A 11 de Setembro a morte saíu à rua e voou em asas velozes,mais rápida do que o vento,com um grito lancinante ,trazendo o terror e a destruição,calcinando vidas em chamas intensas ,derretendo vidro e aço,derrubando altas torres,como se um vulcão impetuoso explodisse no centro da cidade.
11 de Setembro é a história de um Povo,trespassado pela lâmina da dor e do sofrimento,a história dos perdidos nas labaredas,dos desaparecidos,dos esmagados,dos caídos...
11 de Setembro é,também,a recordação de um Povo,que não se rendeu à destruição e ao medo,a recordação dos sobreviventes,dos bombeiros,dos polícias,de todos os que se entreajudaram e se apoiaram aos ombros uns dos outros, companheiros na luta pela salvação.
11 de Setembro é a história do Homem Comum,que,colocado perante a opção última,escolhe não se vergar ao medo e à dor,transfigurando-se no herói anónimo que auxilia o próximo,no momento do perigo iminente.
11 de Setembro é a história da vitória do Homem Comum.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rosh Hashanah


Estamos a dez dias do Novo Ano judaico, a festa do Rosh Hashanah,que se celebra em 19 de Setembro.Aproximam-se os dias mais importantes do Judaísmo:o Novo Ano,e os dez dias de
arrependimento,que culminam no Yom kippur.Chegamos ao momento de reflectir,de analisar o nosso passado e de preparar o nosso futuro,procurando, sempre,evoluir no caminho da Justiça e da Rectidão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pachelbel


"Kanon"poderá,eventualmente,levar-nos a imaginar combates,guerras,todas as formas de violência a que,geralmente,associamos algumas palavras,mas,neste caso,"Kanon" refere-se ao título de uma composição de Johann Pachelbel,talvêz uma das mais belas da música barroca.
Como acabei de publicar um "post" sobre a Rua do Gato que Pesca,pensei em acompanhar a mensagem com uma daquelas músicas românticas,de acordeão ,típicamente Parisienses,mas,creio que a singeleza,a suavidade,e a melancolia de Pachelbel,retratam,mais acertadamente,o estado de espírito dos exilados(seja em Paris,ou em New York,ou em Luanda...)

La Rue du Chat-qui-Pêche

" (...)E os outros na Rua do Gato que Pesca e nos pequenos hotéis de Paris e do mundo inteiro?´
É esta,sem dúvida,a proporção normal entre os refugiados,os emigrados,os exilados.E sempre assim será.
Exilados!
Um ou dois,quando muito,conseguem implantar o seu pavilhão no solo estrangeiro.
E os outros?Desaparecem lentamente na voragem,sem deixar rasto."


A Rua do Gato que Pesca é, provávelmente, a mais pequena rua de Paris. Aqui viveu,desde a infância até à idade adulta,Yolanda Foldes, húngara de nascimento e autora do livro com o mesmo nome. Não é considerada uma "grande escritora", mas,ninguém poderá negar a sua fidelidade narrativa ,em relação à vivência dos exilados, em Paris,no período entre as duas guerras mundiais. A história da família Barabas confunde-se com muitas outras, que se cruzaram naquele espaço,geográfico e temporal. Os Portugueses, também eles nação de diáspora, encontrarão,certamente, muitas similitudes,com a história de Annouchka. Quantas não poderiam ser escritas, pelos filhos dos emigrantes Portugueses? "Estórias" que a História ainda não contou, mas merecem ser preservadas, escritas, analisadas, para que este nosso mundo, cada vez mais pequeno, não continue a ser um cenário onde os "condenados da terra" se desvanecem "lentamente,na voragem,sem deixar rasto"

sábado, 29 de agosto de 2009

Harry Helms 'last post'


http://harryhelmsblog.blogspot.com/

Não tive a oportunidade de travar conhecimento pessoal com Harry Helms,mas,os caminhos cruzados do quotidiano,permitiram aperceber e descobrir H.Helms como ser humano integral,de corpo inteiro,porque,tendo conhecimento da vivência dos seus últimos dias,deu-se a conhecer,como ser pensante e,sobretudo,como ser emocional.Essa faceta,a mais importante,foi seguindo um trajecto ascendente,à velocidade em que o corpo decaía.A LUCIDEZ de pensamento,e o AMOR,sentido pelo coração,demonstrado na sua "última mensagem" resumem todo o aprendizado de uma vida.Se todos nós,na nossa vêz,pudermos escrever,ou simplesmente sentir,algo parecido,então a nossa passagem pelo planeta Terra terá valido a pena.
"Monday, August 24, 2009
Greetings From Fort Mill, South Carolina
Di and I have finally settled into our new home in Fort Mill, SC.
Yes, I know we were supposed to be heading for Las Vegas. But sometimes he who hesitates is saved instead of lost.
We made an offer on a house in Las Vegas, but that fell through when the seller discovered the buyer of our Corpus Christi condo had-----without our knowledge, and in breach of the sales contract-----taken out a second mortgage on the property, thus invalidating our representation to the Las Vegas seller.
But this incident did trigger some further discussions of where we should move. While Di had professional contacts in Las Vegas, she had no close personal friends or family. And I had neither in Las Vegas. But when death is looming, you need your family and friends more than ever.
It was Di who first suggested moving back to the Carolinas, and I readily agreed. We bought a condo on Highway 160 near Tega Cay, about a mile from the state line with North Carolina. I am just a few miles from the graves of my parents and grandparents; while it sounds illogical, I find this comforting.
My journey began here, and it will soon end here.
All the people I love most are now near me. I have often written here about how lucky I have been in my life, and the biggest stroke of luck has been my loving, generous, and kind aunts, uncles, and cousins. In particular. I want to thank my Aunt Polly for caring for me while Di handled the move back in Corpus Christi. Polly never had children of her own, and she lovingly babysat me when I was five or six years old. I'm now 56 years old, and she lovingly babysat me for the past three weeks. If I have ever known a saint, it is her. My Uncle Grady has two hobbies: golf and helping other people. He and his wife, my Aunt Betty, have been in daily contact, offering to take me places, bring me stuff, shop for me, etc.
My cousin Cheryl visited me often. While I love all of my cousins, Cheryl and I have long been tuned into a frequency the rest of the family can't receive. When she visited, she brought me reading material such as National Enquirer and, of course, The Elvis Encyclopedia. She and I share the same demented worldview, and she never failed to lift my spirits.
To all of my aunts, uncles, and cousins, I love you more than I can express in words. Pure, unconditional love is a rare, miraculous thing. I am so lucky to have been bathed in it since my return.
Physically, I am declining fast. I can still eat, bathe, and generally care for myself, but I can't walk more than a few steps before becoming exhausted. I spend most of my time in bed or on the sofa. The only difference between me and a street junkie is that I have a doctor's prescription; we both need our periodic drug fix to get through the day.
But I am happier than I have been in a long time. I'm not going to live any longer here, but I will die surround by people who truly love me. That means a lot.
And this will be my final post here. One reason I started this blog was to keep my family informed about my status; now I can tell them face-to-face. As a writer, I hate to leave projects unfinished, and this blog is no exception. And frankly there are much bigger priorities in my life than this blog. So now it now ends (although one of my survivors may post my death notice).
I thank everyone who has read and followed this blog. I also thank everyone who read my books and articles over the years and the many people around the world I came to know from my radio hobbies. And my friends in the publishing industry have given me far more than I have given them.
To borrow the old Navy farewell, I wish you all fair winds and following seas.
Posted by Harry Helms at 5:21 PM Labels: Oddities "

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rhapsody in Blue


Enquanto o pensamento "voa em asas douradas",na busca da Paz e da Liberdade,nada melhor do que uma Rapsódia em Azul,para acompanhar a beleza das visões,em Azul,do maravilhoso Universo em que vivemos.Na verdade,Gershwin tinha uma noção rara,em termos de utilização,dos instrumentos de sopro.O intróito é bem elucidativo desse facto.O trecho reproduz uma actuação do próprio Gershwin,ao piano.